sexta-feira, 10 de dezembro de 2010


Ansiosa pela calma que tem a espera, não se traduz o movimento que a envolve ou não.
Vergonha ou medo?
Receosa se desvendarem os insípidos - para não dizer sem-graça - mistérios de meus devaneios?
Por nunca ter vivido uma aventura verdadeiramente real?
E se descobrirem que aquele tesouro enterrado no quintal seria somente um porta-joias velho herdado de minha mãe?
e se souberem que as pequenas fadas eram apenas borboletas coloridas voando, não perto duma cachoeira encantada, mas apenas perto das flores, que são de fato reais?
Minha certeza tornou-se inconstante
Por pequenos tempos que formam e amadurecem idéias.
Mas se por causos e casos monótonos, e se por cousas ou coisas alheias,
se formaram de cada um o pouco que faltava,
seria um completo emaranhado de idéias, que pouco a pouco o fio se teia
e as teias formam emaranhadas idéias completas.
De um pequeno ser, que quer ser grande
E que quer fazer de sua vida sua marca
Indiferente a gostos incertos e amadora de certos dragões.
E indisposta a interpretações falsas.

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